Clima para Amanhã no Amapá

Confira as condições climáticas para amanhã em todo o estado do Amapá

Estado do Amapá

A Pesca no Amapá

A pesca é uma atividade extrativista totalmente dependente do poder público em todo o mundo, ou seja, desenvolve-se atrelada a iniciativa e investimento do governo. Após o ano de 1985, o setor perdeu representatividade econômica, social e política e deixou de participar e influir nas decisões nacionais, quando foi abandonado por parte do poder público.

As principais áreas produtoras de pescado são: costa oceânica, desembocadura dos rios, zona estatuária e planície flúvio-marinha, com destaque para a região dos lagos que está interligada a reserva biológioca do lago Piratuba.

A exploração dos recursos pesqueiros do Estado é caracterizada, na sua totalidade, como artesanal, destacando-se na pesca industrial apenas a captura do camarão rosa (Pennaeus sp). A produção é desembocada nos centros urbanos para serem comercializadas. As espécies mais capturadas são : Dourada (Brachyplatystoma flavicans), Filhote (Brachyplatystoma sp), Gurijuba (Arius parken), Pescada Amarela (Cynoscion aloupa), Pescada Branca (Plagioscion surinamensis), Camarão Rosa (Penaeus subtilis), caranguejo (Ucides cordatus), etc.

Apesar de muito se falar sobre as potencilidades pesqueiras do Estado, ainda carece de uma ordenação e de uma política adequada.

O Programa de Desenvolvimento Sustentável implementada no Estado do Amapá está buscando soluções que possam desenvolver e fomentar a atividade da pesca. Para isso o governo criou uma linha de financiamento, repassou recursos para que a Estatística da Pesca fosse iniciada, está fazendo parcerias com Prefeituras, colônias de pesca e empresas privadas no sentido de resgatar as unidades de frio ociosas, o Instituto de Estudos e Pesquisa onde as espécies nativas estão sendo estudadas e vários outros projetos aprovados estão sendo iniciados.

Reserva do Laranjal

Com uma cooperativa, os castanheiros do Jari estão conseguindo romper a exploração imposta pelos atravessadores. Antes, sem qualquer alternativa, eram praticamente obrigados a trocar castanha por alimento, numa conta sempre desfavorável. Em troca de 100 litros de castanha recebiam, por exemplo, uma lata de leite que saía por um preço equivalente a 68 dólares.

Em parceria com o governo estadual, prefeitura de Laranjal do Jari e da empresa Jari Celulose, os extrativistas romperam esse ciclo. Foram montadas duas indústrias de beneficiamento de castanha e firmados contratos de venda do produto "in natura" utilizado na merenda escolar.

Por enquanto, isso representa apenas 10% sobre o preço final mas, pouco a pouco, os extrativistas ganham condicões para explorar outras potencialidades da castanha. Com um empréstimo da empresa Jari Celulose conseguiram comprar um gerador de luz e uma máquina para extração do óleo da castanha que tem um alto teor de proteína. A farinha, fabricada a partir deste óleo, está sendo negociada com empresas francesas.

Ainda existem dificuldades a superar como a distância entre os castanhais e os locais de preparo mas, na próxima safra, os extrativistas poderão ainda estar melhor equipados para sozinhos cumprir todas as etapas do processo, incluindo o empacotamento a vácuo que vai permitir a venda para outros mercados. Os extrativistas poderão ainda estar melhor equipados para sozinhos cumprir todas as etapas do processo, incluindo o empacotamento a vácuo que vai permitir a venda para outros mercados.

Folclore em Amapá

Essa festa foi trazida por famílias portuguesas que chegaram a Macapá no século XVIII para fugir da guerra entre cristãos e muçulmanos. Na lenda, São Tiago aparece como soldado que lutou contra os mouros.

De 16 a 27 de julho os habitantes de Mazagão, que fica a 35 km de Macapá, revivem vários lances dessa guerra como o roubo de crianças cristãs, tentativas de espionagem, alimentos envenenados oferecidos como presente e o Baile de Máscaras oferecido pelos muçulmanos para o inimigo que quisesse mudar de lado sem ser reconhecido.

A festa termina com missa, seguida pela ladainha de São Tiago agradecendo a vitória cristã. Nos dois últimos dias, as crianças representam o mesmo espetáculo montadas em cavalinhos de miriti, uma palmeira típica da Amazônia.

Para dançar as pessoas formam um círculo e seguem o ritmo cadenciado dos tambores. A gengibirra, uma bebida típica feita de gengibre ralado, cachaça e açúcar, garante a energia dos dançarinos.

Os ladrões de marabaixo também mantém a tradição de enfrentar o desafio dos tambores para criar canções de improviso.

Para dançar as pessoas formam um círculo e seguem o ritmo cadenciado dos tambores. A gengibirra, uma bebida típica feita de gengibre ralado, cachaça e açúcar, garante a energia dos dançarinos.

Os ladrões de marabaixo também mantém a tradição de enfrentar o desafio dos tambores para criar canções de improviso.

Divisões Fisiográficas

A cobertura vegetal do Estado apresenta-se em dois padrões principais: as formações florestadas, como florestas densas de terra firme, florestas de várzea e manguezais e formações campestres, com cerrados e campos de vársea inundáveis ou aluviais.

A floresta de terra firme é o ecossistema de maior representatividade, ocupando mias de 70% da superfície do Estado. É o ambiente com maior biodiversidade e biomassa, abrigando essências de grande valor madeireiro, oleaginoso, resinífero, aromatizantes, corante, frutífero, medicinal. Constitui um dos principais potenciais produtivos do Estado.

A floresta de vársea caracteriza todo a área de influência fluvial, representando o ambiente típico da bacia Amazônica, inclusive em termos de ocupação econômica por populações ribeirinhas. Predominam espécies de alto valor produtivo e importância sócio-econômica como o açaizeiro, andiroba, seringueira, virola, pau-mulato, macacaúba, entre outras.

O cerrado ocupa a faixa de domínio geológico da formação barreiras e biogeograficamente representa um enclave do ambiente típico do Brasil Central, apresentando espécies endêmicas e grande intervenção antrópíca por estarem localizados nesses ecossistemas os principais cultivos florestais homogêneos.

O campo de várzea é um ambiente largamente distribuído no Estado, de natureza aluvional e submetido a regimes flúvio-pluviais ligados a um complexo sistema de drenagem que envolve cursos d’água, lagos temporários e permanentes.

Recursos Naturais

O Amapá apresenta um conjunto significativo de áreas protegidas e reservas indígenas, abrangendo mais de 40.000Km2 e correspondendo a cerca de 30% da superfície total do Estado, 4 vezes mais que a média nacional e o dobro da média da Região Norte.

População E Migração

Com formação étnica diversificada, existem no Amapá grupos de origem afro-americana e indígenas. As sociedades indígenas pertencem a seis etnias, distribuídas em três municípios – Oiapoque, Amapari e Laranjal do Jari, com total de 5.200 pessoas. Estão divididas em cinco grandes áreas sobre jurisdição Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e tem seus territórios demarcados e homologados, representando cerca de 11% da área total do Estado. Somadas as unidades de conservação e as reservas indígenas, cerca de 30% do território do Amapá encontra-se sobre proteção especial.

Economia

De acordo com a SUDAM (1998)3, o Amapá teve entre 1990 e 1996, uma taxa média anual de crescimento econômico de 4,4% sendo este mais acentuado entre 1995-96. O crescimento foi superior à média nacional de 3,1% mais inferior ao crescimento populacional estadual de 5,3%.

O setor secundário está concentrado nas atividades do extrativismo mineral, construção civil e indústria de transformação e tem sua capacidade de expansão limitada pela oferta de energia e outras deficiência em infra-estrutura. Excluindo-se algumas grandes empresas, predominam a informalidade e o baixo nível de utilização tecnológica.

O setor terceário, incluída a administração pública, é o mais representativo da economia amapaense, apesar de não ser o principal empregador. As atividade de comércio e serviços tem superado a administração pública na geração de empregos em anos recentes. Em 1995 das 102.445 pessoas acima de 10 anos ocupadas em algum tipo de trabalho, 20% trabalhavam na administração pública, 21% na prestação de serviços e 19% no comércio de mercadorias em geral.

A Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ACLMS) apresenta vantagens fiscais exclusivas para consumo e venda interna na área especial, atuando nos setores do comércio, indústria de transformação, agropecuária, piscicultura, turismo e serviços.

Energia

Macapá consome cerca de 72% da energia gerada e Santana 18%. A classe de consumo mais representativa é a residencial, utilizando quase metade da energia gerada, enquanto as atividades comerciais consumiram 17% e 13%, respectivamente. Nos últimos três anos, o consumo de energia aumentou em 70%, tendo contribuído para esse índice, o atendimento de diversas comunidades do meio rural e da periferia da capital do Estado. A decisão de adotar o desenvolvimento sustentável como política de governo para o Amapá, representou um marco na história recente na Amazônia. Trouxe o conceito para o campo experimental, ampliou a escala das pequenas iniciativas existentes até então, inaugurou, inaugurou uma alternativa para o desenvolvimento regional e demonstrou que a sustentabilidade é um processo cumulativo, construído de projetos inovadores em todas as áreas que, aos poucos, modificam as estruturas tradicionais da economia e da sociedade.

Através do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, a sociedade local vem demonstrando que é viável proteger a biodiversidade, evitar o desmatamento e melhorar a renda da população, objetivos das principais políticas nacionais e dos programas internacionais para a Amazônia Brasileira. Os primeiros quatro anos trouxeram algumas ligações importantes que darão sustentação às propostas a serem implementadas na próxima etapa: Mudar o rumo do desenvolvimento é, antes de tudo, uma decisão política. As soluções técnicas estão disponíveis e vão sendo aplicadas de acordo com as peculiaridades locais. Descentralizar atividades tidas como tipicamente governamentais, repassando recursos e responsabilidades para instituições da sociedade civil organizada é um importante instrumento de distribuição de renda e justiça social e de controle sobre as ações do poder público, resultando no fortalecimento das comunidades locais. Implantar políticas governamentais voltadas para mudar as desigualdades históricas, cria as condições necessárias para os setores mais vulneráveis da população se inserirem no processo de desenvolvimento.

Tendo assegurado estruturas sociais mais igualitárias e organizado o setor público, é possível avançar na busca da sustentabilidade, centrando esforços em atividades econômicas que possam agregar valor aos recursos naturais e ampliem os benefícios do desenvolvimento. Os projetos implantados pelo PDSA no Amapá, seguiram as diretrizes traçadas em 1995, que continuam válidas, porque são constitutivas ao novo modelo.

Equidade Social

Historicamente, a exploração econômica dos recursos naturais e a geração de riquezas, na Amazônia, têm se dado de forma concentrada, conduzindo a uma situação de extrema miséria para grande parcela de sua população. A exuberância dos cenários naturais contrasta com a pobreza de seus habitantes. Eqüidade social significa atender as necessidades das gerações atuais e futuras, depende da ampliação da cidadania para toda a população e, por parte do Estado, do cumprimento do seu dever constitucional de promover e manter a dignidade social.

Utilização De Parcerias Na Execução De Projetos

O Estado não pretende executar diretamente as noves políticas de desenvolvimento. Quer estabelecer parcerias com a iniciativa privada, dentro de critérios definidos, fiscalizando os recursos e os impactos ambientais e sociais potenciais. O respeito ao meio ambiente e aos compromissos do Programa deverá condicionar a escolha das parcerias. As cooperativas e associações comunitárias recebem apoio, incentivo técnico e financeiro para se capitalizar e se inserir no mercado. A valorização da agro-indústria, através de pequenas empresas, gera renda evitando migração rural.